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Orçamento

Como fazer orçamento de obra pelo quantitativo (sem planilha)

6 de setembro de 2026·8 min de leitura·Equipe ObraFlow

Existem dois jeitos de orçar uma obra. O por comparação — "casa de padrão médio custa X por m², a minha tem 150 m², logo custa 150X". Rápido, serve para uma estimativa grosseira, e é onde mora quase todo estouro de orçamento.

E o por quantitativo — você levanta quanto de cada serviço a obra tem, aplica os insumos e os preços de cada um, e soma. Dá mais trabalho, mas é o único que produz um número em que dá para confiar na hora de fechar contrato.

O que é orçar pelo quantitativo

A ideia é simples: a obra é uma lista de serviços, e cada serviço tem um custo unitário que você calcula uma vez e multiplica pela quantidade.

"Alvenaria em bloco cerâmico" não tem um preço que você inventa. Ela tem uma composição: tantos blocos por m², tanto cimento, tanta areia, tanta mão de obra. Cada um desses é um insumo com um índice de consumo e um preço. O custo do m² de alvenaria é a soma disso. O custo da alvenaria da obra é esse m² vezes a área.

Os quatro elementos

ElementoO que é
ServiçoUma etapa da obra: fundação, alvenaria, contrapiso, pintura. Tem uma unidade (m², m³, vb) e uma quantidade.
ComposiçãoA "receita" do serviço: quais insumos ele consome e em que proporção.
Insumo / índiceCada material ou mão de obra da composição, com quanto se gasta por unidade de serviço (e a perda).
PreçoQuanto custa cada insumo. É a parte que muda com o tempo e com a região.

O passo a passo

1. Levante o quantitativo

Do projeto, tire a quantidade de cada serviço: m³ de concreto, m² de alvenaria, m² de revestimento, m² de pintura, e assim por diante. Essa é a parte que só o projeto (e você) resolve — nenhum sistema adivinha a área de parede da sua obra.

2. Monte ou escolha as composições

Para cada serviço, defina a composição. Você pode partir de uma base pública (como a SINAPI) e ajustar, ou usar as suas próprias, calibradas pelo que a sua equipe realmente consome. O importante é que os índices sejam consistentes em toda a obra.

3. Aplique os preços

Coloque o preço de cada insumo — o que você vai praticar, não o de tabela antiga. Aqui vale cotar os itens de maior peso antes de fechar o orçamento (é o que a curva ABC mostra).

4. Consolide

Some tudo. E some também os insumos: o cimento que aparece na alvenaria, no contrapiso e no reboco é a mesma compra — você precisa do total consolidado para negociar e para comprar.

Por que a planilha trava nesse processo

A conta em si a planilha faz bem. O problema é manter o processo vivo:

Do quantitativo ao fechamento

Orçar bem é metade do trabalho. A outra metade é a obra bater o orçamento: cada nota fiscal comparada com o previsto, o desvio de preço aparecendo cedo, o consumo real acompanhado item a item.

É esse ciclo inteiro que o ObraFlow resolve. Você informa só o quantitativo de cada serviço; o sistema calcula insumo, custo e curva ABC, mantém os índices consistentes entre versões (com o preço de insumo congelado para comparação) e, na obra, transforma cada NF confirmada em histórico real de preço pago.

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Informe o quantitativo. O ObraFlow devolve insumo, custo e curva ABC — e acompanha a compra até o fechamento.

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